A utilização das ervas medicinas para a saúde ginecológica da mulher

A ginecologia natural, praticada há muitos anos pelas mulheres, quando ainda não havia tratamento com medicamentos controlados, é uma maneira menos agressiva de minimizar diversos problemas ginecológicos. Por muitos anos, as mulheres recorreriam de plantas encontradas na floresta para tratar de desconfortos comuns entre elas, como as cólicas da menstruação, da gravidez, os efeitos da menopausa, entre tanto outros.

Com o passar do tempo e com o avanço da medicina, esse método natural de tratamento, passou a ser substituídos pelos remédios fabricados e controlados industrialmente que, apesar de serem de mais fácil acesso, acabam por trazer alguns efeitos colaterais indesejáveis para algumas mulheres, sem contar no alto custo de venda dos mesmos.

Apesar de ser ainda pouco praticada, a fitoterapia para os problemas ginecológicos da mulher, vem tomando força através de alguns coletivos de mulheres que prezam pelo natural ao invés do industrial, a fim de preservar ao máximo as características puras de seu organismo.

Temos uma flora vasta em nosso país, capaz de fornecer diversos tipos de plantas que têm uso medicinal para problemas ginecológicos e que podem ser encontradas sem tantas dificuldades. Veja a seguir algumas dessas ervas e seus benefícios para diferentes desconfortos dessa natureza:

Candidíase

O fungo do gênero Candida é muito recorrente no corpo feminino. Sem demonstrar muitas alterações visuais, esse fungo causa infecções na região vaginal, provocando ardência, coceira e corrimento com prurido.

Uma das plantas mais famosas para o tratamento dessa infecção tão comum é a aroeira. Aplicada no local, ou seja, na região da vagina, a mesma atuará regenerando os tecidos, sanando os problemas de pele causados, como a irritabilidade, ardência e coceira. Essa planta também é utilizada em tratamentos pós-parto.

Em outro artigo de nosso blog, trazemos um panorama sobre o parto no Brasil nos dias de hoje. Confira: O Parto no Brasil hoje

Outras plantas medicinais também indicadas para o uso local são: erva cidreira, calêndula, manjericão, alecrim, alho e açafrão. O uso oral também é recomendado com as plantas calêndula, erva cidreira e manjericão.

Excesso ou escassez de sangramento

Muito comum em adolescentes que estão em começo de fase menstrual, o excesso de sangramento gera muito desconforto e alguns problemas de saúde decorrentes da perda excessiva de sangue. A aroeira também é excelente para esse problema, já que é capaz de ajudar a regular o ciclo.

Outras plantas com ação estrogênica e sedativa e reguladoras de ciclos também são indicadas, como: mil em rama, algodão, sálvia, cavalinha e margaridinha. A falta de sangue em ciclos longos é outro problema, também sendo recomendadas plantas reguladoras de ciclos, estrogênicas e hepáticas, como: artemísia, sálvia, algodão, mentrasto e erva cidreira.

Cólicas

Muito comum em muitas mulheres, a cólica pode ser amenizada naturalmente ao invés de ingerir medicamentos controlados, que têm sua eficácia limitada a uma quantidade de horas. Para quem tem cólicas, independentemente do fluxo de menstruação, existem diversas plantas anti-inflamatórias e antispasmódicas eficazes, como: algodão, mentrasto, poejo (recomendado para pouco fluxo), mil em rama (para muito fluxo), entre outras.

Corrimentos

Bastante comuns entre as mulheres, o mesmo possui diversos fatores que o provocam. Sua cor e cheiro mais forte podem ser sinal de algum problema mais grave e deve-se procurar um médico. Para os corrimentos sem cor ou cheiro forte, muitas plantas antissépticas podem diminuir a sua incidência, como as de uso local: calêndula, manjericão, hortelã graúdo e algodão; e as de uso oral: calêndula, tanchagem, algodão e algodãozinho.

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